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30/03/06
Manutenção em Instalações de Média Tensão
 
A seção 8.2 da NBR 14039/2003 trata da manutenção nas instalações de média tensão. Como a norma aplica-se a todas as instalações elétricas de média tensão (maior que 1,0 kV até 36,2 kV), a seção apenas apresenta, de forma genérica, os critérios básicos de manutenção.

Muitos profissionais anseiam por uma definição mais abrangente desses critérios mínimos exigíveis. Defendem que, se os critérios fossem mais precisos e estivessem estabelecidos na norma, seria mais fácil exigir os recursos necessários das empresas para manter as instalações elétricas em boas condições, já que, por razão de custos, muitas tornam-se precárias com o passar do tempo.

No entanto, existe uma grande dificuldade em se especificar os requisitos mínimos da norma de uma forma mais precisa, pois, muitas vezes, corre-se o risco de prescrever critérios não aceitáveis para instalações que possuem condições mais severas.

Periodicidade A norma define que a periodicidade da manutenção deve ser adequada a cada tipo de instalação, considerando itens como complexidade e importância, influências externas e vida útil dos componentes, entre outros. Portanto, a periodicidade deve ser estabelecida pelo responsável pela manutenção da empresa, preferencialmente em procedimento escrito.

Manutenção preventiva A norma apresenta alguns aspectos relativos à manutenção preventiva efetuada em intervalos predeterminados ou de acordo com critérios prescritos, que visa reduzir a probabilidade de falha ou degradação dos componentes da instalação. O procedimento de manutenção realizado pela empresa deve considerar os itens listados a seguir.

Cabos e acessórios Os cabos e seus acessórios, assim como os dispositivos de fixação e suporte, deverão ser inspecionados e ensaiados periodicamente. É necessário verificar sinais de aquecimento excessivo, rachaduras, ressecamento, fixação, identificação e limpeza. Os ensaios têm a função de verificaras características dielétricas. A comparação das medidas de resitência de isolamento dos cabos ao longo do tempo fornece um indicativo de suas condições.

É importante frisar que não se deve fazer o teste de tensão aplicada (HIPOT) no cabo, pois o ensaio provoca redução da vida útil.

Conjunto de manobra e controle Deve ser inspecionado o estado geral dos conjtlntos de manobra e controle (que inclui a verificação da fixação, pintura, corrosão, danos na estrutura, fechaduras e dobradiças), assim como dos condutores e dispositivos de aterramento. No caso de componentes com partes internas móveis, devem ser inspecionados o estado dos contatos e das câmaras de arco (se possível), oS sinais de aquecimento, a limpeza, os ajustes e aferições, etc. Se possível, devem ser realizadas algumas manobras no componente, a fim de verificar seu funcionamento. No caso de componentes fixos, deve ser inspecionado o estado geral, observando as condições de fixação, identificação, ressecademento e limpeza, além de sinais de aquecimento.

Ensaio geral Ao término das verificações e ensaios deve ser realizado um ensaio geral de funcionamento, simulando situações de comando, seccionamento, proteção e sinalização. Também devem ser observados os ajustes e aferições dos componentes (relés, sensores, temporizadores, etc.), bem como a utilização de fusíveis, disjuntores, chaves seccionadoras, etc.

Manutenção corretiva O objetivo da manutenção corretiva, realizada após a ocorrência de uma pane, é recolocar um item em condições de operação. Toda instalação (ou parte dela) que, por qualquer motivo, coloque em risco a segurança dos seus uSuários deve ser imediatamente desenergjzada (no todo ou na parte afetada), e somente recolocada em serviço após a reparação. Toda falha ou anomalia constatada nas instalações ou no fUncionamento de componentes ou equipamentos elétricos deve ser comunicada à pessoa qualificada (BA5), visando sua reparação, principalmente quando os dispositivos de proteção contra sobrecorrentes ou choques elétricos atuarem sem causa conhecida.


Conclusão A norma não prescreve detalhadamente os critérios de manutenção, apenas apresenta os critérios gerais. Limita-se a definir que a manutenção deve ser feita de acordo com as características particulares de cada instalação, e cita os itens mais importantes a serem considerados na manutenção. Os profissionais responsáveis pelas instalações têm a tarefa de definir da forma mais precisa as condições e os critérios de manutenção.

João Gilberto Cunha Engenheiro eletricista, consultor e membro do CB - 03/ABNT www.nbr14039.eng.br

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